Você já ouviu falar em crime cibernético?
Pois saiba que ele é real e vem causando diversos prejuízos no mundo e, recentemente, aqui no Brasil.

O ataque tem o nome de “Ransomware” (que poderia ser traduzido como “vírus de resgate”) e pode congelar arquivos, bancos de dados e até mesmo senhas de celulares, computadores e tablets. Para desbloquear esses arquivos é necessário um código extremamente complexo e sofisticado, e só quem possui esse número é o sequestrador, também chamado de hacker.

Esse tipo de sequestro de dados é uma das principais ameaças virtuais do ano de 2015, o FBI (Agência Federal de Investigação dos EUA) estima que R$ 70 milhões já foram pagos em regastes por todo o mundo e 2 milhões de tentativas de sequestro foram feitas somente esse ano.

Fábio Assolini, especialista em segurança digital, afirmou, em entrevista para o Fantástico, que em um apenas um dia, chegou a bloquear mais de 2 mil desses ataques contra clientes brasileiros.

Na maior parte das vezes, os hackers pedem a quantia de US$ 3 mil para liberar os arquivos que foram sequestrados, e para que a senha de liberação seja enviada para a vítima, é preciso que ela envie um e-mail e pague a quantia exigida. A suspeita é que esse vírus venha sendo espalhado por e-mail, por isso é importante possuir um antivírus confiável e ter sempre uma cópia recente de todos os seus arquivos.

A polícia recomenda que as vítimas não paguem para os sequestradores, pois consideram os “delitos como extorsão, exigência de vantagem indevida, dano por aplicação análoga e invasão de dispositivo informático”, porém, nem sempre isso é possível.  “Nós nos obrigamos a pagar [o resgate pedido] por que nós não podemos ficar parados. Infelizmente tivemos que fazer isso para recuperar os dados.

De outro jeito, levaria seis meses, um ano, para ter os dados de volta, o que elevaria o prejuízo ainda mais”, contou um empresário, para o site do G1, ele não quis se identificar, contudo, afirmou também que os prejuízos causados com esse problema são inestimáveis.

Mais de dez prefeituras pelo Brasil já foram vítimas desse golpe, incluindo a prefeitura de Japorã, em Mato Grosso do Sul, que foi atacada pela segunda vez esse ano, a primeira se deu em Abril e o outra em Agosto. Cobrança de impostos, pagamento de salários e as finanças tiveram que ser suspensas, pois não era possível acessar esses dados nos computadores.

Com a contribuição de fornecedores, a prefeitura resolveu paga r o resgate, que ao total deu R$ 15 mil, e agora que possui todas as informações de novo, faz cópias diárias de todos os seus arquivos para que o mesmo não ocorra pela terceira vez.

Uma fábrica de móveis em Goiânia também sofreu o golpe, porém, diferentemente da prefeitura, resolveu não se render ao sequestrador, e ainda não pagou o resgate. Ela ficou cerca de 15 dias sem produzir, até conseguir se reestruturar, mas ainda não recuperou seus arquivos, apesar de ter contatado diversas empresas especializadas na recuperação de dados.

Para celulares o e-mail chega em forma de recomendação para baixar um aplicativo, e quando baixado, o hacker tem acesso a todos os seus dados, como fotos, vídeos e mensagens. A recomendação continua a mesma para esses casos, faça sempre uma cópia de segurança diária, mantenha sempre um antivírus confiável e que esteja atualizado, se perceber que foi infectado, desligue de imediato o aparelho (tanto celular quanto computador) e procure um especialista.



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